“A francesa História do Brasil” resultou de uma pesquisa de dois anos feita na França e no Brasil, onde Eduardo de Oliveira lança um novo olhar sobre as origens do Brasil, desvendando o papel da França nos cinco séculos de nossa história.
O livro-reportagem traz passagens significativas sobre a presença da França no Brasil e suas consequências. A obra mostra que seja como amigos ou inimigos, aliados ou invasores, os franceses tiveram papel fundamental em todo o processo colonial brasileiro, desde o início da ocupação territorial até meados do século XX. A pesquisa destaca que a fundação de cidades, ideias e processos políticos, instituições, símbolos nacionais e até mesmo parte do vocabulário brasileiro teve origem na França – e que este país exerceu um decisivo papel na adoção de práticas sociais e na mentalidade dos brasileiros.
“Na historiografia tradicional brasileira sobre o século XVI, por exemplo, a tendência sempre foi valorizar os elementos portugueses, africanos e indígenas, porque a história foi contada pelos vencedores. Por isso, os franceses sempre foram vistos como piratas, hereges e até mesmo como vilões. Mas tudo indica que não foi exatamente assim”, conta o autor, explicando que principalmente a partir de 1822, o brasileiro não encontrou soluções para um país que estava nascendo. Por este motivo, ideias ou homens da França foram importados para fazer sua bandeira, sua constituição, arquitetura, artes plásticas, literatura, produção editorial e academias, em inúmeros campos do saber.
“A Francesa História do Brasil” foi construído entre a profundidade da pesquisa científica e o caráter interpretativo do jornalismo, lançando luz sobre uma área pouco explorada pela pesquisa acadêmica: a avaliação dos agentes franceses na constituição da cultura nacional.
A obra foi construída de forma cronológica e dividida em cinco capítulos: “A Guerra do Brasil”, “Os canibais da Normandia”, “Os abomináveis princípios franceses”, “A nação-modelo” e “Os parvenus”.