Faça o download do Primeiro Capítulo.
Pretendo usar a primeira pessoa. Conheci o professor Eduardo de Oliveira no início dos anos 2000 na Universidade Estácio de Sá, Campus Petrópolis. Ele coordenava o Curso de Comunicação Social e eu lecionava (e ainda leciono) a disciplina Cultura Brasileira, no mesmo curso. Do convívio semanal, lembro-me bem das conversas Históricas e da relação entre historiadores e jornalistas. E falávamos sobre as criticas que os primeiros fazem quando os últimos enveredam pelas paragens consideradas reservas de mercado do profissional que pretende ser o detentor do registro da experiência humana no tempo. Assim, fiquei a vontade para aceitar e escrever essa conversa em forma de orelha.
Como bom jornalista, Eduardo de Oliveira não pretende revolucionar a historiografia. Muito pelo contrario. Seu livro é, antes de mais nada, um exercício de construção de uma narrativa. Uma “contação” de historia (no bom sentido), sendo a sua abrangência totalizadora dos últimos quinhentos anos do Brasil, e seu leitmotiv, perdão se não encontrei uma expressão bretã, a contribuição francesa na moldagem dessa mesma totalidade. Ao longo do percurso, ela aparece ora como produto da ação direta estrangeira em terras brasileiras, ora como modelo inspirados para a prática civilizatória de nativos “iluminados”. Com uma biografia considerável, o autor nos apresenta, linearmente, personagens como Guillaume de La Testu, Nicolas Durand de Villegaignon, André Thevet, Jean de Léry, Charles Marie de La Condamine, Jean François Duclerc, René Duguay Trouin, Jean Baptiste Debret, Edouard Manet, Joseph Arthur de Gobineau, Claude Lévi-Strauss, Ferdinand Braudel, de um lado; Martin Afonso de Souza, Felipe dos Santos, Joaquim da Silva Xavier, Mariano José Pereira da Fonseca, d. Pedro I, condessa de Barral, d Pedro II, Alberto Santos Dumont, Heitor Villa-Lobos, de outro.